segunda-feira, 6 de abril de 2015

Com modelo familiar, empresa do ramo de tecidos se torna uma das referências no mercado sul-mato-grossense

Por QUANTAPRESS



Campo Grande (MS) - Engana-se quem acredita naquele velho ditado: a propaganda é a alma do negócio. Para Jailton Mendonça de Assis, proprietário da Compracita Tecidos, essa pérola da sabedoria popular nunca teve tanto sentido, já que no seu caso, a alma do seu negócio sempre foi a família. Há 16 anos atrás, num cômodo com não mais de 10 m2, na sala da frente de sua casa, ele abria uma empresa que se torna mais uma das principais referências no setor têxtil do Mato Grosso do Sul. 

A realidade de Jailton apesar de não ter nada de peculiar, faz parte de um cenário bastante promissor da econômica brasileira. De acordo com organização internacional PWC, que presta serviços de assessoria tributária e empresarial o desempenho das empresas familiares no país, em 2014, superou a média mundial. 

Em estudo, a PWC aponta que 79% das empresas brasileiras cresceram nos últimos 12 meses e 76% esperam manter os resultados positivos nos próximos cinco anos, enquanto que o mercado global apresentou, respectivamente, índices de 65% e 85%.  Na análise da PWC este modelo empresarial tem se destacado devido ao perfil dos empresários, que estão de olhos atentos no ambiente interno e externo, priorizando os investimentos para os próximos anos. 

Quem confirma este diagnóstico é o próprio Jailton. Desde o começo, comenta o empresário, o principal foco da empresa foi crescer com solidez e credibilidade. “Tracei um caminho firme a partir de um objetivo bem claro, fazer um negócio de cada vez, e fazê-lo por completo, atendendo com o maior zelo possível, sem deixar que ninguém –cliente ou fornecedor – acabe em desvantagem. Assim, não apenas conquistei a confiança dos fornecedores, aumentando minha base de crédito junto a indústria, como garanti um serviço de qualidade reconhecido pelos clientes, explicou Jailton. 

Gestão dedicada

Com ajuda da família e uma gestão dedicada aos negócios, a Compracita Tecidos cresceu e se consolidou no mercado. Fundada em 1999, sua sede deixou os 10m2 da sala de casa de Jailton  para se fixar em uma espaço bem mais arrojado de 350 m2, aproximadamente, localizado na Avenida Tamandaré, n° 1336. 

Apesar do sucesso no setor têxtil do Estado, este nem sempre foi o ramo de atuação da Compracita. Conta Jailton que no início, quando ele abriu a empresa, depois de deixar a carreira no banco, o foco da empresa era a representação comercial. Na verdade, a Compracita atuava comercializando produtos que atendessem a demanda governamental. “Eu vendia de tudo. Se o governo abrisse uma licitação para adquirir copo plástico descartável, eu participava. Cheguei até a fornecer alimentos para merenda escolar”, relembrou. 

A guinada para o ramo têxtil aconteceu em 2010 quando a empresa ganhou licitações para fornecer tecidos para hospitais municipais e estaduais. De lá pra cá, a Compracita investiu no segmento. O Estado continua a ser um importante cliente, porém a participação do setor privado cresceu, e hoje ocupa 50% do faturamento. 

De acordo com Jailton a abertura para setor privado foi um indicativo de crescimento. “No começo, 100% do faturamento da empresa vinha da venda para o governo. Hoje possuímos estoque próprio e conseguimos atender pequenas e médias empresas de confecção que não possuem base para compra direta com a indústria”, explicou. 

Contudo, nem sempre foi fácil. Para conciliar a vida com a família e a carreira de empresário, Jailton precisou de muita disposição e seriedade. Ele se recorda de alguns momentos em que dividiu o trabalho da firma com as tarefas de casa. “Já atendi clientes por telefone, enquanto ajudava a minha filha a almoçar. Houve dias em que a jornada era dupla, ajudava meus filhos, datilografava notas fiscais – naquela época ainda não tínhamos computador – realizava vendas, tudo em um único dia. Eu procurava tempo para fazer tudo”, comentou. 

Embora fosse puxada a rotina, Jailton nunca desanimou. Ele sempre viu a família como a base de seu negócio. Mas alerta, “o segredo para conciliar as duas coisas é saber separar bem. Quando estou em casa, deixo o trabalho de lado. Ocupo-me exclusivamente com a minha família. Já quando estou no escritório, concentro-me no trabalho. Essa divisão é muito importante”, ponderou.

Sua vocação como pai acabou lhe servindo de referência para o modelo de negócios da Compracita. O empresário transformou o carinho e a dedicação de um pai em ferramentas indispensáveis para o crescimento. Assim, com a Compracita busca de forma idônea com qualidade e profissionalismo, atender as necessidades dos clientes, valorizando-os, e reconhecendo a importância de cada colaborador. Como resultado de todo esse empenho a família cresceu, como brinca Jailton. E os 350 m² da sede principal já não são suficientes para uma empresa que cresceu sempre apostando nas suas raízes. 

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